Dicas da Multidog Filhotes

Hábitos e Costumes de Cães

habitos

Quantas vezes você se perguntou: O que este cachorro está pensando? Quem roeu este sofá? (quando só tinha ele). Sabe aquela vez que você o vê e ele começa a abanar a cauda? Você pensa: Pôxa, ele me ama! Engano. Ele está com fome ou sede e quer respostas para suas necessidades.

O não entendimento da linguagem canina por parte do homem, muitas vezes dificulta o relacionamento e arranha o convívio. Pavlov que começou a entender as ações e reações do cão por estímulo, esclareceu também que o cão tem sentimentos, necessidades e carências que ele mesmo também não tem respostas (desculpe os donos de gatos).Os cães são melhores parceiros do homem em exercícios, mais eficientes como protetores e mais sociáveis.

LATIDOS:

É a forma de comunicação dos cães. Desta maneira, o cão extravasa ou reinvidica algo e pode alertar, demonstrar sofrimento e carências. O latido tem inúmeros significados. Há raças que têm a pré-disposição de não latir ou latem em ocasiões raras como: Basenji, Chow Chow, Akita, Rottweiler, Golden entre outras. Já os Chiuauas, Foxs, Shnauzers, Beagles, Pinshers, latem por qualquer motivo e os donos devem interpretá-los. Com a convivência isto se afina.

URINAR:

Esta forma de comunicação (numa linguagem globalizada) chama-se “xixi-mail”, ou seja, o recado que ele passou aqui. Este espaço tem seu domínio e controle. Na fase primitiva, isto indicava a caça e o acasalamento. Este patrulhamento territorial põe cerca aos intrusos (qualquer que seja), a repetição deste ato, e devido a dissipação rápida pelo vento, daí a repetição da urina, que aliás, é particular do macho.

CARTEIRO, MEDIDORES (LUZ e ÁGUA) e LIXEIRO:

Estas pessoas são detestáveis aos olhos dos cães,mas será devido ao uniforme? Claro que não, você lendo melhor acima, verá que o hábito de urinar demarca propriedade de vigilância dos cães, logo, qualquer intruso seja homem ou não, não será bem-vindo. Bem…quanto ao uniforme, cria-se uma “marca”. Essas pessoas se oferecerem algo ao chegarem, poderão com o tempo se tornar amigos. Lembre-se que qualquer bicho protege o que lhe apraz.

RODOPIAR AO DEITAR:

Os cães selvagens ao deitarem, rodopiavam como medida de proteção. Após escolherem o local, este processo busca identificar presença de cobras, espinhos, formigueiros, gravetos e servia também, para abaixar o mato mais alto. Como eles fizeram isso por muitas gerações, hoje por instinto de auto preservação, os cães urbanos repetem.

VASO SANITÁRIO:

Os cães de apartamento, gostam muito. Além de estar num lugar mais fresco da casa, a água parece se renovar tornando se limpa (aparentemente). O intestino humano é depósito de muitos microorganismos nocivos, como: bactéria da disenteria, salmonela coliformes, entre outros. Como há descargas freqüentes, minimiza o surgimento de doenças. Se o organismo do cão estiver fraco e engolir outros itens de banheiro (papel), poderá ter complicações. “Mantenha sempre” fechada a tampa do vaso sanitário.

SOPRAR O FOCINHO:

Além de grosseiro, deselegante, incômodo e ser desrespeito ao cão, a questão não é o vento e sim o ato, repare, já observou que todos os cães gostam de viajar com a cabeça para fora do carro? Então a diferença, é que é um ato particular dele. Deus quando distribuiu os sentidos, caprichou no olfato dos cães, logo, ele identifica algo que o dono nem percebe. Hoje na América, se fala bastante sobre o “behaviorista”, estes estudiosos do comportamento canino, afirmam que ao colocarem a cabeça para fora, o cão identifica, uma pizzaria, açougue, lixo, cadela no cio e afirmam que nestes bilhões de células contidas no canal olfativo, o cão pode armazenar até dois mil cheiros diferente.

COMPORTAMENTO ANIMAL:

Uma das mais novas especialidades na veterinária é o analista (psicólogo). No aconselhamento direcionado aos donos, se pede mudança de atitudes, os donos tratam os bichos (cães) quase os humanizando, o que acarreta distúrbios de comportamento e no convívio. É verdade que temos perto de nós cães de comportamento acima da média e alguns médicos recomendam psicoativos uma espécie de “prozac canino” com a finalidade de acalmá-los.

DESTRUIÇÕES DE SAPATOS:

Bem, o material confeccionado é pele de couro ressecado, o mesmo material dos ossinhos que você compra nas pet shops. Que delícia hein! Já viu que não é coincidência. Temos outra questão: “glândulas sudoríparas”. Um calçado durante um bom tempo é passivo de cheiro eliminado pelas glândulas da pessoa, lembra quando você recebe uma visita e o cão visita embaixo da saia ou a virilha e você fica roxo de vergonha? Pois é produto das glândulas. Lembre-se que os cães têm alto poder de identificação pelo olfato

CAVAR BURACOS:

Esta prática também atravessou os milênios como instinto de auto preservação de armazenamento. Na sua fase ainda primitiva, quando o grupo caçava uma presa grande, comiam vorazmente não por fome e sim, garantindo alimento da prole. Após comerem, saíam, cavavam buracos e enterravam em algum lugar, depois cavavam na busca deste e levavam para manutenção da família. Logo, seu cão herdou o ato de cavar buracos.

HÁBITOS SANITÁRIOS:

Você já percebeu que os homens e os cães têm visão diferente do mesmo assunto? Repare: uma pessoa entra numa cozinha faz qualquer coisa e sai, quando o cão entra nesta cozinha ele percebe que alguém não só entrou e caminhou com calçados sujos, como também mexeu no lixo, usou o fogão, colocou coisas na geladeira, etc. Claro, o cão enxerga com o focinho. Estima-se que o homem para usar o olfato tenha 5 (cinco) milhões destas células, enquanto um Dachshund – 125 milhões. Logo, se toda vez que seu cão fizer “xixi e xuxu” no local que você acha errado e você esfregar seu focinho, o cão terá de você uma imagem que não merece confiança, segurança e respeito, que na verdade ele não espera de você tal atitude.

Faça do relacionamento algo prazeroso dentro da disciplina e carinho, mas estabelecendo limites. Fazer xixi no jornal ou no tapete importado, para o cão não muda em nada. É como comer lixo, todo cão gosta. Isto está relacionado por um “instinto de auto-preservação”, lembrando que na sua forma ainda primitiva, os cães comiam restos e carnes estragadas.

Observe que toda vez que você vai a um local qualquer e é bem atendido, o ambiente é saudável, iluminado, arejado limpo, você não volta? Se for o contrário, seguramente você não voltará. Use esta estratégia com seu cão, se possível antes de trazê-lo para casa, defina antes onde será o banheiro. No local escolhido, coloque jornais (se possível, evite a parte dos classificados), observando que após as refeições, nos próximos 20/40 minutos o animal irá defecar. Brincadeiras muito intensas e por longo tempo, também estimulam o ato fisiológico.

Se você não vai adotar a cultura de sair à rua após as refeições, leve seu cãozinho ao banheiro. Não retire o jornal molhado e sim, coloque outro em cima. O cheiro do cocô dele irá estimular a voltar e fazer o que precisa. Fique com ele nos primeiros momentos encorajando-o, após o “feito”. Motive-o com elogios sem precisar tocá-lo. Lembre-se que o local de dormida além de limpo, deverá ser distante do banheiro. Caso o faça em local impróprio, imediatamente repreenda-o com tom enérgico, sempre no flagrante pronunciando seu nome e dizendo “não” ou “feio”.

Limpe o ambiente com produtos de odor forte. Nos primeiros meses de adaptação, não deixe seu filhote só em toda casa. Machos, pela sua própria natureza tem o hábito de urinar em todo local do ambiente que vive, com finalidade de domínio territorial. Se o cão é castrado, este ato é menor. Já a fêmea, que é mais voltada para o convívio especial do dono, quando insegura ou chateada, urina em locais onde seus donos freqüentam mais, como sofá, poltrona, cama.

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